domingo, 8 de junho de 2014

RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA: ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO!

A área da tecnologia assistiva que se destina especificamente à ampliação de habilidades de comunicação é denominada de Comunicação Alternativa (CA). A comunicação alternativa destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever.
Os recursos são os objetos ou equipamentos utilizados para transmitir as mensagens.
Alguns recursos de baixa tecnologia:

        Pranchas de comunicação;
 As pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando-se objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números. As pranchas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seu usuário.
Essas pranchas podem estar soltas ou agrupadas em álbuns ou cadernos. O indivíduo vai olhar, apontar ou ter a informação apontada pelo parceiro de comunicação dependendo de sua condição motora.
Exemplo de atividade:
Explorar adjetivos, leitura, aquisição de conteúdos em geral, como reconhecimento do assunto através de símbolos.

 Cartões;
  A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura diferente.
      Exemplo de atividade:
      Leitura(usando palavra-gravura), compreensão de textos (respondendo com imagens referentes), expressar desejos, sentimentos. Vale lembrar que esses cartões devem ser confeccionados de acordo com o conteúdo explorado em sala.
       
   Aventais;
  É um avental confeccionado em tecido que facilita a fixação de símbolos ou letras com velcro. No seu avental o parceiro de comunicação prende as letras ou as palavras e a criança responde através do olhar.
      Exemplo de atividade:
      Contação de estórias, exploração de conteúdos sequenciais, como ciências( evolução de espécies, reprodução, etc), a criatividade do professor fará o destino do recurso.

   Painéis de rotina;
  É fundamental para a criança, porque essa organização e clareza sobre o que vai acontecer podem  trazer uma sensação de segurança e tranquilidade.
       Exemplo de atividade:  
       Diária, ao iniciar a aula, dando direcionamento das atividades seguintes e as mudanças previstas para aquele dia.                                                           
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       A  postagem está voltada a apresentação de recursos de fácil acesso( baixa tecnologia), que ajudará ao aluno com TEA ( Transtorno do Espectro Autista) e ao professor, na inclusão e sucesso deste na sala comum, sendo possível a utilização em atividades diversificadas e favorece diferentes faixa etárias.
     



quinta-feira, 5 de junho de 2014

SURDOCEGUEIRA E DEFICIÊNCIA MÚLTIPLA


Conforme Lagati (1995, p. 306),Surdocegueira é uma condição que apresenta outras dificuldades além daquelas causadas pela cegueira e pela surdez. O termo hifenizado indica uma condição que somaria
as dificuldades da surdez e da cegueira. A palavra sem hífen indicaria uma diferença, uma condição única e o impacto da perda dupla é multiplicativo e não aditivo.Mc Innes (1999) refere sobre a aprendizagem de pessoas com surdocegueira: indivíduos com surdocegueira demonstram dificuldade em observar, compreender e imitar o comportamento de membros da família ou de outros que venha entrar em contato, devido à combinação das perdas visuais e auditivas que apresentam. 

Por isso, as técnicas "mão-sobre-mão" são importantes estratégias de intervenção para o estabelecimento da comunicação com a criança com surdocegueira.

É necessário incentivar e ensinar a pessoa com surdocegueira a de como usar sua visão e audição residuais, assim como outros sentidos remanescentes, provendo-as de informações sensoriais necessárias que suscitem sua curiosidade.


Assim, ocorrerá o estabelecimento de códigos comunicativos entre o deficiente
múltiplo e o receptor. Esse mediador terá a responsabilidade de ampliar o conhecimento do mundo ao redor dessa pessoa, visando a lhe proporcionar autonomia e independência.



São consideradas pessoas com deficiência múltipla aquelas que "têm mais deuma deficiência associada. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o relacionamento social" (MEC/SEESP, 2002).





As características específicas apresentadas pelas pessoas com deficiência múltipla lançam desafios à escola e aos profissionais que com elas trabalham no que diz respeito à elaboração de situações de aprendizagem a serem desenvolvidas para que sejam alcançados resultados positivos ao longo do processo de inclusão. Esses alunos constituem um grupo com características específicas e peculiares e, consequentemente, com necessidades únicas. Por isso, faz-se necessário dar atenção a dois aspectos importantes: a comunicação e o posicionamento.

Favorecer o desenvolvimento do esquema corporal da pessoa com surdocegueira ou com deficiência múltipla é de extrema importância.
Para que a pessoa possa se auto perceber e perceber o mundo exterior, devemos buscar a sua verticalidade, o equilíbrio postural, a articulação e a harmonização de seus movimentos; a autonomia em deslocamentos e movimentos; o aperfeiçoamento das coordenações viso motora, motora global e fina; e o desenvolvimento da força muscular.
As pessoas com surdocegueira e com deficiência múltipla, que não apresentam graves problemas motores, precisam aprender a usar as duas mãos. Isso para servir como tentativa de minorar as eventuais estereotipias motoras e pela necessidade do uso de ambas para o desenvolvimento de um sistema estruturado de comunicação.
Prioritariamente deve-se, portanto, disponibilizar recursos para favorecer a aquisição da linguagem estruturada no registro simbólico, tanto verbal quanto em outros registros, como o gestual, por exemplo.